quinta-feira, 23 de maio de 2013

“A JUVENTUDE QUER VIVER...” ATO INTER-RELIGIOSO CONTRA A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL


Quem ainda não entrou em algum diálogo sobre a redução da maioridade penal? Quem nunca viu este assunto presente em algum noticiário televisivo ou em algum programa de debates entre “intelectuais”? Esse tema está presente em muitas rodas de conversa nos últimos meses, com muitas argumentações favoráveis a tal medida.

Estamos diante de uma resposta rápida assumida por muitas pessoas, numa articulação entre a sensação de insegurança, a espetacularização da vida e o oportunismo político. A base para a “solução” apresentada se contrapõe a alguns dados, como a informação divulgada pela Fundação Casa (São Paulo) neste ano, que significativamente apontam que, dos aproximadamente 9.016 internos, apenas 0,6% estão encarcerados por motivo de assassinato.

A medida de redução da maioridade penal não deseja a ressocialização de adolescentes, mas o encarceramento violento, marcado por distintas violações de direitos humanos. Além do mais, seguindo os passos do atual estado, a redução da maioridade penal ampliará cada vez mais a criminalização de uma classe, de uma cor e etnia, e de um território nas cidades: a população pobre, negra e periférica.

Diante dessa realidade, jovens de distintas vivências religiosas e diferentes movimentos organizaram o Ato inter-religioso contra a redução da maioridade penal, que acontecerá no dia 29 de maio (quarta-feira), na Praça Roosevelt, em São Paulo (SP). Um ato construído num entrelaçamento de histórias e trajetos ao redor de um eixo comum: o direito à vida da juventude. Assim, por se reconhecer o “impulso de transformação” presente nas religiões – para além dos fundamentalismos e articulações reacionárias – convidamos a quem desejar abraçar este compromisso contra a redução a se juntar nestas redes que vamos criando, resultando em uma mobilização ampla e irmanada, para participar conosco desse ato inter-religioso.

É a hora de se construir essa ciranda de luta e esperança com todos nós! É o momento de se dizer, diante destas ameaças de redução de direitos já garantidos: “A Juventude quer viver!”. Diga não à redução da maioridade penal e não às propostas que querem trazer retrocessos ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)!

Daniel Santos Souza
Facilitador Nacional da Rede Ecumênica da Juventude – REJU



Organização: Agostinianos; Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI); Fundação Luterana de Diaconia (FLD); KOINONIA – Presença Ecumênica e Serviço; Movimento 18 Razões; Pastoral Carcerária; Pastoral da Juventude; Rede Ecumênica da Juventude (REJU); Rede Fale; Revista Viração; Serviço Franciscano de Solidariedade (SEFRAS).

sábado, 18 de maio de 2013

“NINGUÉM PARA ESSE VENTO PASSANDO...”


“De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte,
que encheu toda a casa em que se encontravam...”
(At 2,2)

É mais uma vez Pentecostes! E o Povo de Deus, reunido na presença do Ressuscitado, recebe o Espírito Santo. A celebração que encerra as festividades pascais é ao mesmo a abertura de um novo tempo: é hora de anunciar, gritar ao mundo inteiro a Boa Notícia do Reino pregada e vivida pelo Mestre Jesus. E se até então o medo nos fazia manter as portas trancadas, agora, o Espírito nos anima e nos provoca a sair...

Foi essa, sem dúvidas, a experiência de Pentecostes vivenciada nos Atos dos Apóstolos, na Igreja nascente: o Espírito como esse vento forte que ninguém segura foi conduzindo homens e mulheres para os mais diversos lugares. Dispensando dons, inspirando carismas, produzindo frutos foi congregando povos e nações! E a Boa Nova de Jesus foi de tal modo se espalhando, que cada povo, cada pessoa podia ouvir, em sua própria língua, palavras de vida eterna.

Não diferente aconteceu ao longo da história da Igreja: o Espírito, incessantemente, como fogo e luz, aqueceu e orientou a desafiante caminhada rumo à Nova Terra Prometida e, nos fez perceber muitas vezes, que já o caminhar tem gosto de leite e mel. Em tempos de escuridão e desvios, suscitou vozes proféticas, rebeldes, que insurgindo contra as estruturas que matam, gritaram com gestos, palavras e silêncios



Neste sentido, o Decreto Ad Gentes sobre a atividade missionária da Igreja nos aponta: “O Espírito Santo é quem ‘unifica na comunhão e no ministério, e enriquece com diversos dons hierárquicos e carismáticos’ toda a Igreja através dos tempos, dando vida às instituições eclesiásticas, sendo como que a alma delas, e instilando nos corações dos fiéis aquele mesmo espírito de missão que animava o próprio Cristo. Por vezes precede visivelmente a ação apostólica, como também a acompanha e dirige de vários modos.” (Ad Gentes, n.4).

É mais uma vez Pentecostes! É tempo da graça! Kayrós! Oxalá a celebração dessa festa em nossas comunidades vá além de uma simples memória, mas que ao recordar, possamos também nós, nos abrir à ação desse vento incessante e o deixar soprar onde quiser... Ruah de Deus no meio de nós!

Frei Tailer Douglas Ferreira
Bragança Paulista/SP

quarta-feira, 15 de maio de 2013

LOUVOR A DEUS QUE FALA EM VÁRIAS LÍNGUAS


Salmo escrito por mim, Frei Leandro Carvalho, durante as atividades da segunda etapa do NOVINTER 2013, realizado no Mosteiro de São Bento, Vinhedo – SP. A oportunidade de estudar o livro dos Salmos foi um divisor de águas para compreender o valor de cada um deles nas nossas orações diárias. E nesse espaço agostiniano compartilho com todos vocês meu louvor a Deus.



Louvor a Deus que fala em várias línguas


Glorifico a Deus porque és muito bom

Rompeste minha surdez

Concedeste-me escutar vozes nas mãos de alguns

Daqueles os quais não me aproximava


Vê, Senhor, o meu esforço, vê a minha coragem

Sou aprendiz nesse caminho o qual me preparaste

Releio a minha história, a minha vida

Quem se atreveria ao teu chamado como eu me atrevi?


As vozes que sinalizam me mostram um mundo novo

Um mundo onde também estás presente

Oxalá possa te encontrar nele

E testemunhar o teu grande amor

Para estes que te sentem profundamente


Dá-me também voz nas mãos

Para poder profetizar

E assumir com grandeza a tarefa de evangelizar

segunda-feira, 13 de maio de 2013

MARIA, MÃE DA IGREJA



Caríssimos irmãos e irmãs,


Neste mês de maio a Igreja nos convida a refletir sobre a figura de Maria. Que alegria o mês de Maio! Tempo de “levar flores para o altar de Nossa Senhora”, mas além de levarmos flores, olharmos a mulher que chamamos de mãe. Mulher tão casta, com vida a ser exemplo de maternidade, simplicidade e discipulado.

Em Nazaré o anjo, porta-voz de Deus, anuncia sua missão: ser mãe! A jovem mulher aceita com todo amor e gratuidade: “faça-se em mim segundo a vossa palavra” (cf. Lc 1, 38). Com este sim abre as portas do mundo para o salvador da história.

Maria é verdadeiramente a Mãe que o Filho de Deus merecia. Educa-O, ensina-O, forma-O para a vida. A máxima de sua vocação maternal é o amor. Em sua simplicidade amou Jesus até as últimas consequências. Ao pé da cruz, pobre, madura, fidelíssima, na dor d’Ele viu a sua, na morte d’Ele a espada que traspassou a sua alma (cf. Lc 2,35).

É mãe na presença ausente do Filho, por quem nós nos tornamos filhos. Como diz Santo Agostinho, é “verdadeiramente Mãe dos membros (de Cristo) porque cooperou com o seu amor para que na Igreja nascessem os fiéis, membros daquela cabeça”. Maria está “ligada intimamente à vida da Igreja”, por ser “modelo eminente e singular de virgem e mãe” (cf. Lumen Gentium 63).

Ensina-nos “a simplicidade da consciência alerta, que, em acorde com a Palavra de Deus e a beleza da vida, está desperta para saborear, anunciar, lutar e perseverar”, por isso é grande intercessora; só rogamos a ela, pois acreditamos que fará conosco assim como fez em Caná da Galiléia, “movida de compaixão, levou Jesus Messias a dar início aos seus milagres” (cf. Lumen Gentium 58).

Somos discípulos no caminho para anunciar o evangelho. São muitas divergências e às vezes não conseguimos ser testemunhas d’Ele. Mas olhando Maria, exemplo de discipulado e seguimento, conseguimos trilhar melhor. Quem neste mundo foi maior seguidora de Jesus? Quem melhor respondeu o Sim? Quem verdadeiramente entregou sua vida a Ele?

A mulher do pequeno povoado de Nazaré, de onde sequer poderia sair algo de bom (cf. Jo 1,46), mostra-nos como devemos responder ao chamado de Deus, como assumir fielmente o projeto do seu filho e sermos suas testemunhas, até os confins da terra (cf. At 1, 8), o verdadeiro sentido da missão!

Confiantes voltemos nossa olhar para a Mãe de Deus e nossa. Que na ternura do seu agir nunca nos desampare, que ouça o apelo dos mais sofridos e interceda ao seu Filho por nosso povo.

Abençoa, Mãe, cada lar e traga ao povo que de ti é devoto a esperança de tempos melhores. Seja refúgio de nossa fé! Amém.
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CONCÍLIO VATICANO II. Lumen Gentium: constituição dogmática sobre a igreja. 23.ed.. São Paulo: Paulinas, 1965/2011. 142 p.

Frei Alisson Paulo Gomes
Bragança Paulista/SP

domingo, 12 de maio de 2013

ENTREVISTA ON-LINE - RENÉE



Renée Alexander Loayza Chavez é natural da Bolívia, cidade de Camiri, região de Santa Cruz de la Sierra. Chegou ao Brasil este ano para a experiência do Noviciado em Bragança Paulista - SP. O nosso irmão boliviano gosta bastante de uma partida de futebol e diz ser torcedor do Bolívar, e em algumas ocasiões torce para o São Paulo Futebol Clube. É uma pessoa de um jeito sereno e espiritual. A nuestro hermano que viene desde tierras bolivianas nuestras felicitaciones por su vida y su vocación! 

Entrevista: 

1 – Como você conheceu os Agostinianos? 
Mediante uma misión de um padre agustino en mi ciudad natal, Camiri. Fue algo rápido, pero me llamo la atención para conocer la casa de formación. Entonces decidi dejar mis estúdios universitarios y ingresar en esta maravillosa aventura. 

(Tradução: Mediante uma missão de um padre agostiniana em minha cidade natal, Camiri. Foi algo rápido, porém me chamou a atenção para conhecer a Casa de Formação. Então decidi deixar meus estudos universitários e ingressar nesta maravilhosa aventura.) 


2 – O que mais lhe cativa dentro da Vida Religiosa? 
Creo que es el desafio siempre presente de la vida em comun, algo ignorado o manipulado en la sociedad actual para benefícios personales o grupales; sin embargo, en la vida religiosa, a pesar de ser un camino complicado, por la diversidad de las personas, se camina teniendo esta dificultad como un proceso para enriquecernos mutuamente, sobre todo contando con el apoyo siempre disponible de los hermanos. 

(Tradução: Creio que é o desafio sempre presente da vida em comum, algo ignorado ou manipulado na sociedade atual para benefícios pessoais ou grupais; entretanto, a Vida Religiosa, apesar de ser um caminho complicado, por conta da diversidade das pessoas, se caminha tendo esta dificuldade como um processo de enriquecimento mútuo, sobretudo contando com o apoio sempre disponível dos irmãos. 


3 – Em sua opinião, quais são os maiores desafios num processo de formação para a Vida Religiosa hoje? 
Creo que es el hecho de poder ser un referente ante uma sociedad siempre cambiante, carente de valores y egocêntrica; nuestro mayor desafio seria vivir el seguimiento de Cristo a traves de la radicalidad de los votos y no dejarnos arrastrar por el proceso consumista de esta sociedad en la que Dios nos permite vivir como mensajeros de su palabra. 

(Tradução: Creio que é fato de poder ser um referencial diante de uma sociedade sempre em transformação, carente de valores e egocêntrica; nosso maior desafio é viver o seguimento de Cristo através da radicalidade dos votos e não deixarmos ser persuadidos pelo processo de uma sociedade consumista, em que nesta mesma sociedade Deus nos permite viver como mensageiros de sua palavra. 


4 – Quais são seus sonhos para o futuro? 
Poder crecer como persona siendo coherente entre mi modo de predicar y vivir. 

(Tradução: Poder crescer sendo pessoa coerente entre meu modo de evangelizar e viver.) 

- Deixe sua mensagem para aqueles que também estão com o coração inquieto. 
Recuerdo en este momento las palabras que me dijo uma vez un hermano de comunidad, y sobre todo un amigo, con ocasión de un aniversario anterior: “Renée es uma perla, pero , como toda perla, para poder apreciarla hay que abrir primero la coraza”. Creo que todos, a pesar de nuestras limitaciones personales, somos ante todo únicos, dotados con cualidades que, si son puestas al servicio del Reino, siempre serán un gran aporte para hacerlo presente en nuestro dia a dia. No hay que tener miedo del salto mirando sólo hacia atrás o el vacio debajo, en lugar es necesario observar lo que nos espera adelante. 

(Tradução: Recordo neste momento as palavras que me disse uma vez um irmão de comunidade, e sobretudo um amigo, por ocasião de um aniversário: “Renée é uma pérola, mas, como todo pérola, para poder apreciá-la tem que primeiramente abrir a couraça”. Acredito que todos, apesar de nossas limitações pessoais, antes de tudo somos únicos, dotados de qualidades que, se colocadas ao serviço do Reino, serão sempre uma grande fonte para fazê-lo acontecer no nosso dia a dia. Não é preciso ter medo do salto olhando somente para trás ou o vazio abaixo, no lugar é necessário observar o que nos espera adiante.) 


Tradução: Frei Leandro Santos de Carvalho











quarta-feira, 8 de maio de 2013

ENTREVISTA ON LINE - TAILER

Tailer Douglas Ferreira é mineiro da cidade de Campos Gerais. A principal fonte de renda do município é a agropecuária, com destaque para a produção de café, sendo um dos grandes produtores estaduais. Dentro do processo formativo para Vida Religiosa Agostiniana, Tailer é noviço e mora em Bragança Paulista/SP. Ao nosso irmão mineiro que completa seus 21 anos, parabéns e muitas felicidades por mais um ano de vida! 

1 – Como você conheceu os Agostinianos? 

Conheci os Agostinianos em 2001, quando tinha oito anos; cursava a terceira série do Ensino Fundamental naquela época. Acredito que por ocasião da Semana Santa, alguns seminaristas visitaram a nossa escola. Do que falaram, não lembro nada, apenas de um santinho de Nossa Senhora da Consolação e Correia que deram para cada um de nós. Depois, como coroinha da Paróquia Nossa Senhora do Carmo tive a oportunidade de conhecê-los melhor, ir me encantando pelo estilo de vida, pelo ser agostiniano. Influenciaram muito neste processo de enamoramento os freis Clóvis, Cleber, Lourival e Maurício, filhos de Campos Gerais, bem como os outros frades e formandos que sempre marcavam presença por lá: Alexandro, Alberto, Pires, Eustáquio, Emerson... 

2 – O que mais lhe cativa dentro da Vida Religiosa? 

Na Vida Religiosa o que mais me cativa é esse jeito de ser e viver na radicalidade o projeto de Jesus. A Vida Religiosa nasceu do entusiamo e da paixão que homens e mulheres alimentavam por Jesus e seu Reino; e nasce, a cada dia, no coração de cada um de nós, quando nos colocamos por inteiro nesse perene processo de discernimento vocacional, chamado-resposta. E, enfrentando tempos e contratempos, insistimos, persistimos e resistimos, “esperando contra toda esperança” (cf. Rm 4,18). 

3 – Em sua opinião, quais são os maiores desafios num processo de formação para a Vida Religiosa hoje? 

Vivendo em tempos pós, hiper, ultra... modernos, mergulhados na cultura da imagem, do espetáculo, perdidos no narcisismo das multidões, carentes de sonhos, de utopias, ... acredito que faz-se desafio para cada um nós a nossa própria vocação, a nossa própria resposta a esse projeto existencial-transcendente. É desafio encontrarmo-nos com a gente mesmo! É desafio sair de nós mesmos e ir ao encontro do outro! É desafiante, a cada dia, reacender a chama daquele Amor primeiro, que nos inflama, que nos aquece, que nos move... e que nos quer mais humanos, e que nos quer felizes! 

4 – Quais são seus sonhos para o futuro? 

Sonhos? Tenho muitos... e dentre eles um em especial, talvez o que possibilite a realização de todos os outros: ser, a cada dia da minha vida, humano, demasiadamente, humano! E assim, feliz! 

- Deixe sua mensagem para aqueles que também estão com o coração inquieto. 

Neste dia, em que celebro o dom da vida, com você que também tem o coração inquieto partilho a poesia desta canção... 

Águia Pequena (Pe. Zezinho) 

Tu me fizeste uma das tuas criaturas 
Com ânsia de amar 
Águia pequena que nasceu para as alturas 
Com ânsia de voar 
E eu percebi que as minhas penas já cresceram 
E que eu preciso abrir as asas e tentar 
Se eu não tentar não saberei como se voa 
Não foi a toa que eu nasci para voar. 

Pequenas águias correm risco quando voam 
Mas devem arriscar 
Só que é preciso olhar os pais como eles voam 
E aperfeiçoar 
Haja mau tempo haja correntes traiçoeiras 
Se já tem asas seu destino é voar 
Tem que sair e regressar ao mesmo ninho 
E outro dia, outra vez recomeçar. 

Tu me fizeste amar o risco das alturas 
Com ânsia de chegar 
E embora eu seja como as outras criaturas 
Não sei me rebaixar 
Não vou brincar de não ter sonhos se eu os tenho 
Sou da montanha e na montanha eu vou ficar 
Igual meus pais vou construir também meu ninho 
Mas não sou águia se lá em cima eu não morar. 

Tenho uma prece que eu repito suplicante 
Por mim, por meu irmão 
Dá-me esta graça de viver a todo instante 
A minha vocação 
Eu quero amar um outro alguém do jeito certo 
Não vou trair meus ideais pra ser feliz 
Não vou descer nem jogar fora o meu projeto 
Vou ser quem sou e sendo assim serei feliz.