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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO


Caríssimos irmãos (as) graça e paz!
É festa de Maria mãe da alegria, tempo para todo coração devoto exultar de corpo e alma em nosso salvador. Experimentar esta feliz sorte é um presente oferecido somente aos que creem e olham com carinho para a maternal presença de Deus no mundo na pessoa de Maria Senhora nossa, mãe do Senhor nosso. Nossa história nos põe diante desta convicta e alicerçada devoção que o povo rio-larguense tem à senhora da Imaculada Conceição, e devoção implica em compromisso. 
A Virgem Mãe de Deus nos motiva à missão. Maria vê que o nosso chão, cansado e martirizado pela opressão, carece de novos passos que somados aos passos de seu Filho, plantem a semente da esperança, que floresce em cada nova aurora. O Papa Francisco tem nos impulsionado dizendo que a vocação de todo discípulo é plantar a semente da alegria que é o evangelho de Jesus Cristo (EG, 3) e não é possível fazê-lo sem caminhar com ele, o discipulado é consequência da união com o mestre. E quem melhor que Maria foi discípulo (a)?
A menina de Nazaré, humildemente acolheu a vontade de Deus e seu desígnio de salvação, no sim de Maria toda a humanidade foi recompensada, realizou-se o cumprimento da promessa de Deus, desde os primeiros séculos (Dt. 10 21). Solícita e convicta ela assume na vida a bem-aventurança que todo homem deseja, e por isso Isabel lhe diz: “Feliz aquela que creu, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido” (Lc 2, 45). Esta dádiva de Deus em seu favor, a faz cantar em gratidão. 
O Magnificat de Maria é um canto de amor, que une a realidade de sofrimento de um povo e o olhar misericordioso de Deus que quer salvá-los. Os pobres são saciados, os oprimidos favorecidos, os humilhados exaltados pelo amor para viverem no amor. Essa é a forma que Deus age, e também é a forma do agir de Jesus, nela que se reconhecem a misericórdia e a fidelidade para com o povo que o teme e o serve. “O cântico de Maria está entre o tempo da espera e o tempo da realização.”
Essa profecia nos faz recordar que em nosso tempos vivemos a espera de dias melhores onde todos sejam favorecidos, onde a paz seja vivida e não somente clamada, onde o amor fale mais alto que a violência, onde o pobre não morra mais, por causa da ambição e o Deus da vida tenha lugar. Deus lembra para sempre do seu povo, o seu silencio em nossos dias de aflição nos indica que nos esquecemos de realizar algo, e como não há alegria onde falta vinho, nossa missão de cristãos, assim como a de Maria, é perceber as necessidades do outro e agir, pregar, lutar para promover a justiça e acolher os outros bens gerados por ela. 
A Igreja só poderá viver a alegria do evangelho, quando o evangelho for reconhecido por cada um de nós como mensagem que alegra o mundo. Deus espera que aprendemos com Ele o jeito de ser, isso Jesus Cristo já nos ensinou, e hoje somos instrumentos para que se realize na história a libertação de todo o mal.
Façamos neste dia festivo nossa reflexão de fé, abramos nosso coração e nossa alma à promessa de Deus, ouçamos com atenção o Evangelho que alegra o mundo, sejamos servos como Maria, o novo tempo que esperamos depende disto. 
Mãe de Deus, Mãe de Deus, Maternal Conceição, ensina-nos a reconhecer a alegria do evangelho, e alegres em teu Filho, sejamos espelhos dele para o mundo! Amém.

Fr. Alisson Paulo Gomes, OSA
Diadema/SP

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA


Caríssimos irmãos (as)

“É um Dom o momento presente!”, pois fazemos memória solene do nascimento da mãe de Deus. Que privilégio estarmos no tempo do Advento, pois ao celebrar a “Bendita entre todas as mulheres” esperamos ansiosos o “bendito o fruto do seu ventre”, nosso Senhor Jesus Cristo.

O significado profundo desta festa, inspira-se na cena de Maria e o anjo. Uma saudação: “alegra-te Cheia de Graça, o senhor está contigo” (Lc. 1,28), e quanta surpresa! O coração daquela jovem pulsava de medo e curiosidade, pois não encontrara em sua pobre vida, motivos suficientes que lhe rendessem tais versos. 

Gabriel explica a mulher que o Deus que salva virá ao mundo através dela, e a ação do Espírito fonte de vida a envolve, e a jovem de nome Maria, quis agora chamar-se “Serva do Senhor” (Lc. 1 38).

Somente assim foi possível o verbo feito carne, só assim O Cristo pôde habitar entre os homens a fim de conduzi-los a salvação. Disse certa vez o Beato João Paulo II, “ao confessar-se serva e ao pronunciar o seu sim, acolhendo “em seu coração e em seu seio” o mistério de Cristo Redentor, Maria não foi instrumento meramente passivo nas mãos de Deus, mas cooperou na salvação dos homens com fé livre e inteira obediência”.

Que bonito exemplo de Maria, mulher que ensina a tantas outras, que é preciso está confiante para vencer as adversidades. Jovem que abandona-se aos cuidados de Deus confiando na plenitude do eterno amar. A única Mãe, que por dom de Divino, é filha do seu Filho, por que antes de tudo foi serva, antes de trazê-lo ao mundo já o “tinha na mente e no coração”.

É por isso que te cantamos, oh Rainha Imaculada, como um dia te cantaram os antigos; Deus te salve oh Maria, senhora dos pequenos e dos pobres. Mãe dos desamparados e solitários. Consolo dos desesperados e aflitos. Valha-nos tua interseção mãe do redentor.

Mãe de Deus, maternal conceição, desperta-nos para seguir teu filho Jesus, a fim de que d’Ele recebamos a mesma graça, e alcancemos a plenitude do céu. Amém.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

MARIA, MÃE DA IGREJA



Caríssimos irmãos e irmãs,


Neste mês de maio a Igreja nos convida a refletir sobre a figura de Maria. Que alegria o mês de Maio! Tempo de “levar flores para o altar de Nossa Senhora”, mas além de levarmos flores, olharmos a mulher que chamamos de mãe. Mulher tão casta, com vida a ser exemplo de maternidade, simplicidade e discipulado.

Em Nazaré o anjo, porta-voz de Deus, anuncia sua missão: ser mãe! A jovem mulher aceita com todo amor e gratuidade: “faça-se em mim segundo a vossa palavra” (cf. Lc 1, 38). Com este sim abre as portas do mundo para o salvador da história.

Maria é verdadeiramente a Mãe que o Filho de Deus merecia. Educa-O, ensina-O, forma-O para a vida. A máxima de sua vocação maternal é o amor. Em sua simplicidade amou Jesus até as últimas consequências. Ao pé da cruz, pobre, madura, fidelíssima, na dor d’Ele viu a sua, na morte d’Ele a espada que traspassou a sua alma (cf. Lc 2,35).

É mãe na presença ausente do Filho, por quem nós nos tornamos filhos. Como diz Santo Agostinho, é “verdadeiramente Mãe dos membros (de Cristo) porque cooperou com o seu amor para que na Igreja nascessem os fiéis, membros daquela cabeça”. Maria está “ligada intimamente à vida da Igreja”, por ser “modelo eminente e singular de virgem e mãe” (cf. Lumen Gentium 63).

Ensina-nos “a simplicidade da consciência alerta, que, em acorde com a Palavra de Deus e a beleza da vida, está desperta para saborear, anunciar, lutar e perseverar”, por isso é grande intercessora; só rogamos a ela, pois acreditamos que fará conosco assim como fez em Caná da Galiléia, “movida de compaixão, levou Jesus Messias a dar início aos seus milagres” (cf. Lumen Gentium 58).

Somos discípulos no caminho para anunciar o evangelho. São muitas divergências e às vezes não conseguimos ser testemunhas d’Ele. Mas olhando Maria, exemplo de discipulado e seguimento, conseguimos trilhar melhor. Quem neste mundo foi maior seguidora de Jesus? Quem melhor respondeu o Sim? Quem verdadeiramente entregou sua vida a Ele?

A mulher do pequeno povoado de Nazaré, de onde sequer poderia sair algo de bom (cf. Jo 1,46), mostra-nos como devemos responder ao chamado de Deus, como assumir fielmente o projeto do seu filho e sermos suas testemunhas, até os confins da terra (cf. At 1, 8), o verdadeiro sentido da missão!

Confiantes voltemos nossa olhar para a Mãe de Deus e nossa. Que na ternura do seu agir nunca nos desampare, que ouça o apelo dos mais sofridos e interceda ao seu Filho por nosso povo.

Abençoa, Mãe, cada lar e traga ao povo que de ti é devoto a esperança de tempos melhores. Seja refúgio de nossa fé! Amém.
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CONCÍLIO VATICANO II. Lumen Gentium: constituição dogmática sobre a igreja. 23.ed.. São Paulo: Paulinas, 1965/2011. 142 p.

Frei Alisson Paulo Gomes
Bragança Paulista/SP

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

PARÓQUIA AGOSTINIANA RECEBE IMAGEM FAC-SÍMILE DO SANTUÁRIO NACIONAL


Ontem, 26 de setembro, os Freis Agostinianos receberam no Santuário Nacional de Aparecida uma imagem Fac-símile (réplica da original). Este é um presente do Santuário Nacional e dos Missionários Redentoristas à Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Bragança Paulista/SP. 
A imagem será solenemente entronizada em nossa Paróquia no próximo sábado, dia 29 de setembro, às 19h como início das festividades de Nossa Senhora Aparecida na Comunidade Paroquial. Esta imagem visitará os bairros e condomínios de nossa Paróquia, os enfermos e as famílias. A Novena terá início no dia 03 de outubro, às 19h30 com Solene Missa presidida por Dom Sérgio Aparecido Colombro - Bispo da Diocese de Bragança Paulista.
Reze conosco para que por intercessão da Virgem Mãe Aparecida, nós e nossas famílias sejamos cada vez mais abençoados com o amor e a paz - dons de Deus.





terça-feira, 26 de junho de 2012

A VIRGEM MARIA MÃE DE DEUS, À LUZ DO CONCÍLIO VATICANO II

A Virgem Santíssima, com a encarnação do Verbo por disposição da divina Providência, foi na terra a nobre Mãe do divino Redentor e a sua mais generosa cooperadora e humilde serva. Concebendo, gerando, alimentando e educando a Cristo, padecendo com Ele quando agonizava na cruz e participando de igual modo na alegria do anúncio da ressurreição, cooperou de modo singular para restaurar nas almas dos crentes a vida em Deus.

Exaltada pela graça divina acima de todos os anjos e de todos os homens, por ser a mãe santíssima de Deus Filho, a Virgem Maria é com razão venerada pela Igreja com especial culto. Porém, os padres conciliares ratificam que culto a Virgem Maria, ‘tal como sempre existiu na Igreja, embora inteiramente singular, difere essencialmente do culto de adoração, que se presta por igual ao Verbo encarnado, ao Pai e ao Espírito Santo’ (cf. LG, 66). Com estas palavras, a Constituição Lumen gentium reafirma que a veneração dos fiéis para com Maria, embora superior ao culto dirigido aos outros Santos, é inferior ao culto de adoração reservado a Deus.

Com o termo ‘adoração’ é indicada a forma de culto que a humanidade presta somente a Deus, reconhecendo-O Criador e Senhor do universo. O verdadeiro cristão apenas adora o Pai “em espírito e verdade” (Cf. Jo 4, 23). E, com o Pai, adora o Cristo, Verbo encarnado, exclamando com o apóstolo Tomé: “Meu Senhor e meu Deus!” (Cf. Jo 20, 28). No mesmo ato de adoração inclui, por fim, o Espírito Santo, que “com o Pai e o Filho é adorado e glorificado”, como bem recorda o credo Niceno-Constantinopolitano.


A Igreja, quando invoca Maria como “Mãe de Deus” e venera/considera nela a mais alta dignidade conferida a uma criatura, não lhe atribuem, portanto, um culto igual ao das Pessoas divinas. Há uma distância infinita entre a veneração mariana e a adoração que é dirigida a Deus. Entretanto, entre o culto mariano e o prestado a Deus há uma continuidade, pois, a honra devida a Maria está ordenada e conduz à adoração da Santíssima Trindade. É o Concílio vaticano II que, em perspectiva cristológica, afirma que “o nosso mediador é só um,segundo a palavra do Apóstolo: ‘não há senão um Deus e um mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, que Se entregou a Si mesmo para redenção de todos’ (cf. 1 Tim. 2, 5-6). Mas a função maternal de Maria em relação aos homens de modo algum ofusca ou diminui esta única mediação de Cristo; manifesta antes a sua eficácia. Com efeito, todo o influxo salvador da Virgem Santíssima sobre os homens se deve ao ‘consentimento’ divino e não a qualquer necessidade; deriva da abundância dos méritos de Cristo, funda-se na Sua mediação e dela depende inteiramente”(Cf. LG, 60).

Longe de ser um obstáculo ao exercício da única mediação de Cristo, a Igreja recorre a Maria, ‘para mais intimamente aderir com esta ajuda materna, ao seu Mediador e Salvador’ (Cf. LG, 62). Nesta perspectiva, Maria desempenha a sua ação materna de continuar apresentando o Senhor Jesus e tudo o que o seu coração desejar transmitir à humanidade. A Igreja ainda acredita que Maria, depois de elevada ao céu como filha de Deus Pai, não abandonou a missão salvadora de Deus Filho, mas, com a sua multiforme intercessão, continua a alcançar-nos os dons advindos do Deus Consolador. Ela continua a zelar com amor materno os fieis que, entre perigos e angústias, caminham ainda na terra, até chegarem à pátria bem-aventurada. Por isso, a Virgem é invocada na Igreja com os títulos de advogada, auxiliadora, socorro, medianeira (Cf. LG, 62). Como agostiniano, invocando-a também como mãe da Consolação, peço aquilo que de melhor ela pode e tem para nos oferecer: Seu Filho Amado, o Cristo Senhor. Amém!
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(COMPÊNDIO DO VATICANO II: Constituição Dogmática Lumen Gentium. capítulo VIII: A Bem-Aventurada Virgem Maria Mãe de Deus no ministério de Cristo e da Igreja).


Frei Rafael Bruno Ferreira, OSA
Bragança Paulista/SP