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quarta-feira, 1 de maio de 2013

ENTREVISTA ON LINE - JOÃO PAULO



ENTREVISTA on line

A partir deste mês de maio, o BLOG VOCACIONAL AGOSTINIANO fará uma homenagem aos irmãos aniversariantes de cada mês. Trata-se da Entrevista on line onde apresentaremos, sob a ótica do aniversariante, um pouco mais de quem nós somos, do nosso carisma e, acima disso, render graças a Deus por quem comemora mais um ano de vida.  Acompanhe a entrevista do nosso irmão João Paulo. 

João Paulo de Lorena Silva nasceu em Vitória de Santo Antão, município do estado de Pernambuco distante 51 km da capital, Recife. Aos 22 anos completados hoje, está vivenciando a etapa do Aspirantado na Fraternidade Santa Mônica, em Belo Horizonte/MG. Está cursando o primeiro ano de Filosofia. Ao nosso irmão João Paulo, felicidades pelo seu aniversário e graças pela sua vocação.

Entrevista:

1 – Como você conheceu os Agostinianos?

Conheci os Agostinianos através de um amigo salesiano, George de Melo. Na época eu morava em uma casa da Comunidade Obra de Maria, a qual fazia parte, na cidade de Olinda. Era uma casa grande que alugávamos para retiros religiosos. Estudava na Universidade Católica de Pernambuco, junto com esse amigo. Era o mês de junho, quando o George me perguntou se eu conhecia algum espaço para retiros (pois um amigo Agostiniano (o Frei Márcio) estava a procura para alugar por ocasião do Encontro Vocacional Agostiniano – Região Norte/Nordeste, que deveria acontecer em setembro. Logo passei o contato. Setembro chegou e tive a graça de conhecer a família Agostiniana. Fiquei tão encantado com o jeito de ser comunidade agostiniano que acabei fazendo o Encontro também. E hoje estou aqui: feliz por fazer parte dessa família.

2 – O que mais lhe cativa dentro da Vida Religiosa?

A vida em comunidade. O ser com o outro sempre inquietou o meu coração. Partilhar a vida, os sonhos, andar de mãos dadas, cultivar amizades em Deus, servir os mais necessitados, sempre foram “inquietudes” do meu coração. E especificamente na Vida Religiosa Agostiniana posso dizer que tenho encontrado isso. Somos jovens, adultos, pessoas de todos os lugares e culturas; mas, imbuídos por um mesmo desejo: o de “viver juntos, com uma só alma e um só coração orientados para Deus”.

3 – Em sua opinião, quais são os maiores desafios num processo de formação para a Vida Religiosa hoje?

Optar pela Vida Religiosa hoje é um desafio de amor. Em mundo centrado na experiência do “eu”, do individualismo e egoísmo cegos, queremos mostrar a força e a beleza do “nós”, da vida em comunidade, que não é fácil, mas que vale a pena. Em uma sociedade onde os valores cultivados passam pela lógica do “Capital”, em que o “SER” foi substituído pelo “TER”, queremos ser sinais de desprendimento, doação e partilha. Em uma civilização profundamente secularizada e relativista, queremos insistir na mensagem do Evangelho: “Deus armou tenda no meio de nós, Ele é o caminho, a Verdade e a Vida” (cf. Jo 14,6). Penso que sejam esses os grandes desafios dos que se propõem seguir ao Cristo de maneira mais radical hoje. Transpô-los não é fácil, mas é possível.

4 – Quais são seus sonhos para o futuro?

Sonho em ser poder, junto com meus irmãos, ser artífice de um mundo melhor. Um mundo mais humano, onde as pessoas possam se olhar para além daquilo que as separa. Romper com os muros da discórdia, do desamor, do egoísmo. Não quero ser religioso para mim. A vida não tem sentido quando vivemos para nós mesmos. Também não quero viver na superfície. Sonho em ser um religioso com profundidade humana, espiritual e intelectual; para, assim, poder servir bem o povo, tocando-os e sendo tocado naquilo que temos de mais íntimo: o coração, lugar onde Deus habita. “Nada do que vivemos tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas”, já nos dizia Cora Coralina.

- Deixe sua mensagem para aqueles que também estão com o coração inquieto.

“Viver é arriscar-se, definir o coração inquieto à procura do amor. Incansável coração porque no amor não há limites”, Frei Paulo Gabriel, OSA. Penso que esse fragmento de poema traduz muito bem a experiência da Vida Religiosa Agostiniana. Arriscar-se no amor; amor que não possui limites porque nasce do coração desmedido de Deus, e que se revela paradoxalmente na experiência do amor finito do homem. Vale a pena lançar-se no amor! Se você, jovem, também sente o seu coração inquieto, também sonha com um mundo melhor, onde a experiência do Reino seja realidade no mundo, não tenha medo de se arriscar. Venha ser Agostiniano também! 





quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

MISSÃO VOCACIONAL - Paripueira/AL


No mês de janeiro, entre os dias 11 e 14, os formandos agostinianos da região Nordeste, Frei Adriano César (Teologado - Bolívia), Alisson Paulo (Noviciado), os pré-noviços Gilberto Feitosa, Renato Freitas, e o aspirante Alisson Abreu, estiveram em Missão Vocacional. Desta vez o estado escolhido foi Alagoas, na cidade de Paripueira, Paróquia Santo Amaro.

Impulsionados pelas palavras do Evangelho “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28,19), nossa missão concentrou-se na visita às famílias do povoado Bambuluá e encontro com as crianças e jovens da paróquia. Uma experiência enriquecedora para a vida vocacional de cada formando. Nossa maior alegria foi saber que plantamos mais uma semente agostiniana, que inquietará muitos corações.

Agradecemos à Pastoral Vocacional e à Equipe de Formação pela confiança e apoio neste momento.

Fr. Alisson Paulo Gomes
Bragança Paulista/SP




quarta-feira, 22 de agosto de 2012

MISSÃO VOCACIONAL AGOSTINIANA 2012


Neste ano de dois mil e doze, a Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Chã de Alegria – PE, completou setenta e cinco anos, porém, quem recebeu um dos maiores presentes da festa, sem dúvida, fomos nós, formandos agostinianos do Vicariato Nossa Senhora da Consolação do Brasil, que na mesma ocasião realizamos, junto ao povo daquele lugar, nossa primeira missão vocacional agostiniana nordestina da história do nosso vicariato.

Éramos sete jovens que, iluminados pelo carisma agostiniano, contagiávamos outros corações, seja na cidade ou na zona rural, levando uma palavra de conforto àqueles que pensavam estarem sós.

Tudo começou quando chegamos à cidade no dia vinte e quatro de julho (terça-feira) onde, já em clima de festa, fomos apresentados ao povo que ali já estava à nossa espera. Naquele dia fomos abençoados coma a mesma água que levaríamos às casas nos dias seguintes. Depois de um bom tempo fora de casa, voltávamos à nossa terra natal, o Nordeste.

Na quarta-feira, logo após o café da manhã, saímos em missão. Do grupo de sete, parte ficou na cidade enquanto que os outros (Gilberto, Joel e Renato) – e um jovem de nome Bartolomeu – saíram em missão. Partimos para Alvorada, área rural pertencente ao município.

Chegando, fomos recebidos como se já fossemos filhos do povo daquela região específica. Lá, a nossa espera, estava Dona Tereza, zeladora da capela local, igreja esta dedicada à Santa Terezinha do Menino Jesus, padroeira das missões. Logo depois chegaram mais duas pessoas a fim de nos acompanharem nas visitas no decorrer daquele dia.

Chegando às casas das pessoas, comumente éramos recebidos pelas senhoras donas de casa (porque a outra parte da família estava trabalhando na roça e/ou as crianças nas escolas). Em tais visitas, a agradável acolhida das pessoas nos surpreendia – em algumas casas – com um delicioso cafezinho preparado com muito apreço pelas senhoras. Aquela atitude refletia um brilho no olhar e um sorriso no rosto em cada uma delas, as quais buscavam fazer de tudo para nos agradar e segurar a gente o máximo possível dentro de suas casas. Porém, não podíamos demorar tanto, pois o dia era curto para tantas casas a serem visitadas.

Em muitas vezes saímos das casas com um grande testemunho de fé que ali, na história partilhada de cada família, éramos alimentados em nossa fé bem como em nossa caminhada vocacional. Valeu termos enfrentado, em algumas situações, rio para atravessar e muita estrada para caminhar.

Agradeço muito a Deus, à Paróquia de Chã de Alegria, ao Vicariato Agostiniano Nossa Senhora da Consolação do Brasil e de modo muito especial ao Frei Felipe da Cruz, que nos motivou a abraçar esta oportunidade ímpar de semear, em solo nordestino, as sementes de nosso carisma agostiniano.

Fizemos história, alegramos alguns corações, levamos ao povo a palavra, mas ao mesmo tempo renovamos nossas vocações.

Joel Cícero da Silva
Belo Horizonte/MG

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

MISSÃO VOCACIONAL AGOSTINIANA - CHÃ DE ALEGRIA/PE


Fé, devoção, tradição e trabalho na "I Missão Vocacional Agostiniana 2012"


Neste período de férias do mês de julho, de 24 a 28, a cidade de Chã de Alegria-PE, em meio às festividades do aniversário de 75 anos de criação canônica da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, nos recebeu, formandos agostinianos do Vicariato Nossa Senhora da Consolação do Brasil, para uma experiência de missão. Na ocasião, preenchidos do espírito missionário e do carisma de nosso Pai Santo Agostinho, erguemos o estandarte da " I Missão Vocacional Agostiniana no Nordeste" neste ano de 2012.

Dentre os chamados: Frei Felipe da Cruz, OSA (Teologado - Diadema), Alisson Paulo, Gilberto Feitosa, Renato Freitas, Joel Cícero (Pré- Noviciado - Belo Horizonte), Hélyo Araújo e Luan Souza, (Aspirantado - Belo Horizonte), seguindo o mandamento de Jesus "Ide e fazei discípulos de todas as nações" (Mt 28,19), os mesmos abdicaram de parte das férias para viver a experiência da missão. E justamente a nação nordestina, de onde todos nascemos, foi o lugar escolhido para espalhar a Boa Nova do Evangelho. Sentimos que estar junto ao povo preenche e revigora nossa caminhada. Estávamos entre os nossos talvez como "pregadores", mas na verdade éramos povo com eles, assim como rezam as palavras de nosso venerável Pai Agostinho "...para vós sou Bispo, convosco sou Cristão" (Séc V - Sermão 340,1: PL 38,1483-1484) .

Ao contrário do dito "santo de casa não faz milagres", reconhecemos que o anúncio deve ter concretude principalmente no seio onde fomos gerados, e depois desta missão podemos afirmar sem medo: "Vocação é como planta, pode ser enxertada em muitos lugares e produzir fruto, mas em nenhum ela frutificará tanto como na terra primeira em que foi plantada." Depois disto esperamos que a chama da missão que inflama no coração inquieto não se apague, mas possa inquietar tantos outros corações em tantos e diferentes lugares. Hoje pode-se dizer que o Nordeste e, principalmente, a cidade de Chã de Alegria possui sinais de uma presença agostiniana, quem sabe, mais concreta no futuro. Quem por lá estiver verá o povo, em suas ladainhas, invocando a proteção do Santo de Hipona: Santo Agostinho, rogai por nós de Chã de Alegria!
Alisson Paulo Gomes
Belo Horizonte