Mostrando postagens com marcador testemunho.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador testemunho.. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

MISSÃO VOCACIONAL AGOSTINIANA - CHÃ DE ALEGRIA/PE


Fé, devoção, tradição e trabalho na "I Missão Vocacional Agostiniana 2012"


Neste período de férias do mês de julho, de 24 a 28, a cidade de Chã de Alegria-PE, em meio às festividades do aniversário de 75 anos de criação canônica da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, nos recebeu, formandos agostinianos do Vicariato Nossa Senhora da Consolação do Brasil, para uma experiência de missão. Na ocasião, preenchidos do espírito missionário e do carisma de nosso Pai Santo Agostinho, erguemos o estandarte da " I Missão Vocacional Agostiniana no Nordeste" neste ano de 2012.

Dentre os chamados: Frei Felipe da Cruz, OSA (Teologado - Diadema), Alisson Paulo, Gilberto Feitosa, Renato Freitas, Joel Cícero (Pré- Noviciado - Belo Horizonte), Hélyo Araújo e Luan Souza, (Aspirantado - Belo Horizonte), seguindo o mandamento de Jesus "Ide e fazei discípulos de todas as nações" (Mt 28,19), os mesmos abdicaram de parte das férias para viver a experiência da missão. E justamente a nação nordestina, de onde todos nascemos, foi o lugar escolhido para espalhar a Boa Nova do Evangelho. Sentimos que estar junto ao povo preenche e revigora nossa caminhada. Estávamos entre os nossos talvez como "pregadores", mas na verdade éramos povo com eles, assim como rezam as palavras de nosso venerável Pai Agostinho "...para vós sou Bispo, convosco sou Cristão" (Séc V - Sermão 340,1: PL 38,1483-1484) .

Ao contrário do dito "santo de casa não faz milagres", reconhecemos que o anúncio deve ter concretude principalmente no seio onde fomos gerados, e depois desta missão podemos afirmar sem medo: "Vocação é como planta, pode ser enxertada em muitos lugares e produzir fruto, mas em nenhum ela frutificará tanto como na terra primeira em que foi plantada." Depois disto esperamos que a chama da missão que inflama no coração inquieto não se apague, mas possa inquietar tantos outros corações em tantos e diferentes lugares. Hoje pode-se dizer que o Nordeste e, principalmente, a cidade de Chã de Alegria possui sinais de uma presença agostiniana, quem sabe, mais concreta no futuro. Quem por lá estiver verá o povo, em suas ladainhas, invocando a proteção do Santo de Hipona: Santo Agostinho, rogai por nós de Chã de Alegria!
Alisson Paulo Gomes
Belo Horizonte














terça-feira, 26 de junho de 2012

A VIRGEM MARIA MÃE DE DEUS, À LUZ DO CONCÍLIO VATICANO II

A Virgem Santíssima, com a encarnação do Verbo por disposição da divina Providência, foi na terra a nobre Mãe do divino Redentor e a sua mais generosa cooperadora e humilde serva. Concebendo, gerando, alimentando e educando a Cristo, padecendo com Ele quando agonizava na cruz e participando de igual modo na alegria do anúncio da ressurreição, cooperou de modo singular para restaurar nas almas dos crentes a vida em Deus.

Exaltada pela graça divina acima de todos os anjos e de todos os homens, por ser a mãe santíssima de Deus Filho, a Virgem Maria é com razão venerada pela Igreja com especial culto. Porém, os padres conciliares ratificam que culto a Virgem Maria, ‘tal como sempre existiu na Igreja, embora inteiramente singular, difere essencialmente do culto de adoração, que se presta por igual ao Verbo encarnado, ao Pai e ao Espírito Santo’ (cf. LG, 66). Com estas palavras, a Constituição Lumen gentium reafirma que a veneração dos fiéis para com Maria, embora superior ao culto dirigido aos outros Santos, é inferior ao culto de adoração reservado a Deus.

Com o termo ‘adoração’ é indicada a forma de culto que a humanidade presta somente a Deus, reconhecendo-O Criador e Senhor do universo. O verdadeiro cristão apenas adora o Pai “em espírito e verdade” (Cf. Jo 4, 23). E, com o Pai, adora o Cristo, Verbo encarnado, exclamando com o apóstolo Tomé: “Meu Senhor e meu Deus!” (Cf. Jo 20, 28). No mesmo ato de adoração inclui, por fim, o Espírito Santo, que “com o Pai e o Filho é adorado e glorificado”, como bem recorda o credo Niceno-Constantinopolitano.


A Igreja, quando invoca Maria como “Mãe de Deus” e venera/considera nela a mais alta dignidade conferida a uma criatura, não lhe atribuem, portanto, um culto igual ao das Pessoas divinas. Há uma distância infinita entre a veneração mariana e a adoração que é dirigida a Deus. Entretanto, entre o culto mariano e o prestado a Deus há uma continuidade, pois, a honra devida a Maria está ordenada e conduz à adoração da Santíssima Trindade. É o Concílio vaticano II que, em perspectiva cristológica, afirma que “o nosso mediador é só um,segundo a palavra do Apóstolo: ‘não há senão um Deus e um mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, que Se entregou a Si mesmo para redenção de todos’ (cf. 1 Tim. 2, 5-6). Mas a função maternal de Maria em relação aos homens de modo algum ofusca ou diminui esta única mediação de Cristo; manifesta antes a sua eficácia. Com efeito, todo o influxo salvador da Virgem Santíssima sobre os homens se deve ao ‘consentimento’ divino e não a qualquer necessidade; deriva da abundância dos méritos de Cristo, funda-se na Sua mediação e dela depende inteiramente”(Cf. LG, 60).

Longe de ser um obstáculo ao exercício da única mediação de Cristo, a Igreja recorre a Maria, ‘para mais intimamente aderir com esta ajuda materna, ao seu Mediador e Salvador’ (Cf. LG, 62). Nesta perspectiva, Maria desempenha a sua ação materna de continuar apresentando o Senhor Jesus e tudo o que o seu coração desejar transmitir à humanidade. A Igreja ainda acredita que Maria, depois de elevada ao céu como filha de Deus Pai, não abandonou a missão salvadora de Deus Filho, mas, com a sua multiforme intercessão, continua a alcançar-nos os dons advindos do Deus Consolador. Ela continua a zelar com amor materno os fieis que, entre perigos e angústias, caminham ainda na terra, até chegarem à pátria bem-aventurada. Por isso, a Virgem é invocada na Igreja com os títulos de advogada, auxiliadora, socorro, medianeira (Cf. LG, 62). Como agostiniano, invocando-a também como mãe da Consolação, peço aquilo que de melhor ela pode e tem para nos oferecer: Seu Filho Amado, o Cristo Senhor. Amém!
_____________________________________
(COMPÊNDIO DO VATICANO II: Constituição Dogmática Lumen Gentium. capítulo VIII: A Bem-Aventurada Virgem Maria Mãe de Deus no ministério de Cristo e da Igreja).


Frei Rafael Bruno Ferreira, OSA
Bragança Paulista/SP