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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

SANTO AGOSTINHO E A IGREJA: sob as luzes do Vaticano II

Junto à Comunidade Santo Agostinho, na Paróquia Cristo Redentor em Belo Horizonte, celebramos, do dia 25 a 28 de agosto, a Festa de Santo Agostinho 2012. No ensejo das comemorações dos 50 anos do Concílio Vaticano II, as lideranças pastorais da comunidade dedicaram-se ao longo do tríduo, que preparou a festa, refletir e rezar a eclesiologia do Vaticano II. E que experiência bonita e profunda! A cada dia do tríduo nos iluminava trechos da Constituição Dogmática Lumen Gentium sobre a Igreja: A Igreja, sacramento no Cristo... A Igreja, povo de Deus em missão... A Igreja, vocacionada à santidade...

As celebrações, preparadas com carinho e esmero pelos movimentos e pastorais da comunidade, sem dúvida marcaram a festa, possibilitando-nos um itinerário orante e, concomitantemente, comprometido com a vivência eclesial em tempos de pós-modernidade. Ao redor da Mesa da Palavra e da Eucaristia pudemos reassumir nosso compromisso de batizados e renovar nossa vocação à vida eclesial e ao serviço no Reino de Deus.

A Solenidade de Santo Agostinho, no 28 de agosto, foi marcada pela alegria da comunidade, que unida na diversidade, olha para o Bispo de Hipona e reconhece nele um amante da Igreja. De fato, Agostinho soube amar a Igreja de seu tempo e contribuir para que ela se tornasse sempre mais seguidora do Cristo e servidora da humanidade.

Assim, longe de uma memória descomprometida, a celebração da Festa de Santo Agostinho 2012 bradou em nossos corações e em nossas consciências a grande questão: “Como ser Igreja hoje?”. Desde a espiritualidade agostiniana e sob às luzes do Vaticano II, tentamos responder. Ainda não atingimos tal meta. Destarte, na esperança de chegar, caminhamos “entre as perseguições do mundo e os consolos de Deus”, como diz Agostinho.


Oração da Festa de Santo Agostinho 2012
Pai Amoroso, por Jesus Cristo e no Espírito Santo, nos reunis como Igreja, povo de Deus, para que se dilate no mundo Vosso reino de amor. Ao fazermos memória de Santo Agostinho, filho, servo, teólogo e pastor da Igreja, queremos renovar nossa vocação à vida eclesial. Sustentai a fidelidade dos ministros ordenados, da vida religiosa e dos leigos. Aumentai em nós a disponibilidade e o compromisso para com o ministério pastoral em nossas comunidades. Que a celebração dos 50 anos do Concílio Vaticano II também nos ilumine nesse peregrinar, fazendo-nos assumir, a cada dia, como nossas, as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias do mundo. Santo Agostinho, inspire-nos neste caminho, a fim de que sejamos uma Igreja seguidora do Evangelho e servidora da humanidade. Amém!

1º Dia do tríduo

2º Dia do tríduo

2º Dia do tríduo

3º Dia do tríduo

3º Dia do tríduo

Entronização da Imagem no 1º Dia do tríduo

Fantoches no  2º Dia do tríduo

Missa da Solenidade

Missa da Solenidade

Procissão pelas ruas do bairro

Procissão pelas ruas do bairro

FESTEJOS DE SANTO AGOSTINHO NO NOVICIADO

A comunidade do noviciado celebrou Santo Agostinho e Santa Mônica junto à comunidade paroquial. Durante o tríduo preparatório os noviços fizeram um resgate histórico da figura de S. Agostinho e S. Mônica. Na Santa Missa do dia 27 de agosto presidida pelo nosso pároco Fr. José Pires, esteve presente o Fr. Ivo da comunidade Santo Dias que partilhou com os fiéis sobre o terceiro pilar do carisma agostiniano: o serviço à Igreja.

Na manhã do dia 28 rezamos as Laudes solenes, antecedida por uma pequena alvorada de fogos e músicas agostinianas. Ao longo do dia estivemos com a comunidade Santo Dias, para viver esta solenidade de uma forma mais comunitária.










quinta-feira, 5 de julho de 2012

O CAMINHO ESPIRITUAL DA REGRA DE SANTO AGOSTINHO

Nós do Noviciado Agostiniano, durante essa semana estamos estudando e meditando a nossa espiritualidade agostiniana com Frei Gioberty Calle, OSA, do Vicariato do Peru. O Curso Intensivo tem como tema central: O caminho espiritual da Regra de Santo Agostinho. A proposta apresentada sugere uma união íntima e de amizade com Deus. A mesma nos leva a um caminho de redescobrimento do humano: “quanto mais humano sou, mais divino me torno”. Assim, processa-se um mecanismo de interioridade que nos leva a uma busca contínua do transcendente. A possibilidade de erro consiste no desenvolvimento de um espírito intimista. Somos levados à superioridade em relação ao outro por pensarmos que possuímos Deus (ficamos fechados em nós mesmos). Por isso é necessário repensar a experiência dos apóstolos: a intimidade com Deus deve nos levar à missão, ao outro. Somos chamados pelo Vaticano II a sermos “luz para os povos”; união com Deus e seguimento de Jesus (discípulos e missionários).
Frei Francis Armando, OSA
Bragança Paulista/SP









terça-feira, 3 de julho de 2012

CONGRESSO INTERNACIONAL DE PASTORAL VOCACIONAL AGOSTINIANA

Com a saudação do Prior Geral da Ordem, Fr. Robert Francis Prevost, iniciou-se o Congresso internacional para Promotores Vocacionais, que reuniu agostinianos de todo o mundo, que trabalham na animação vocacional, no Instituto Patrístico Augustinianum (Roma) e também reuniu alguns superiores maiores da Ordem.

O Prior Geral recordou as palavras do Santo Padre aos bispos americanos: “A necessidade urgente em nosso tempo de testemunhos credíveis e atraentes para o poder redentor e transformador do Evangelho torna-se essencial, para recapturar um sentido de beleza sublime e de dignidade na vida consagrada, rezar pelas vocações religiosas e promovê-los ativamente, enquanto reforçam-se os canais existentes de comunicação e cooperação, especialmente por meio do trabalho do vigário ou delegado para os religiosos em cada diocese.” (18 de maio de 2012). E assim iniciou os trabalhos que se estenderão até a sexta-feira, 06 de julho.

Neste Congresso, o objetivo é fazer com que os agostinianos dos cinco continentes comprometidos com a pastoral vocacional, possam compartilhar as experiências pastorais, comparar seus métodos, e formular algumas propostas para a Comissão Internacional para a promoção vocacional, e a partir dela para o Conselho Geral, para chegar depois ao Capítulo Geral de 2013.

Padre Michael Di Gregorio, Vicário geral da Ordem, e presidente desta Comissão sinalizou alguns pontos para a discussão: promover uma cultura vocacional significa trabalhar com a consciência de que a chamada de Deus a cada pessoa pode chegar a qualquer momento, e através de qualquer circunstância. A chamada vocacional se torna mais evidente por meio do discernimento e do acompanhamento feito por nossos irmãos, que devem favorecer a criação de uma atmosfera na qual os jovens são ajudados a escutar a chamada do Senhor, que se percebe no silêncio do coração, na Palavra proclamada, nos acontecimentos da vida e na relação com os demais.

Neste contexto, todos os agostinianos deveriam falar com entusiasmo da chamada de Deus, não só aos jovens, mas também aos casados, às famílias, sobre as alegrias da vida religiosa, e da grande satisfação que surge por haver assumido o compromisso de uma vida enriquecedora e significativa, uma vida de partilha e serviço.

Sublinhou-se como a atividade de promoção vocacional poderia não ser eficaz em longo prazo, se não segue acompanhada de uma contínua renovação da vida agostiniana nas comunidades. Neste sentido a promoção vocacional não deve estar separada da formação permanente dos irmãos. Fonte: www.augustinians.net/

Cúria Geral da Ordem de Santo Agostinho, Roma, 03 de julho de 2012.

Tradução: Fr. Luis Hernandes, OSA














quarta-feira, 16 de maio de 2012

MEMÓRIA DE SANTO ALÍPIO E SÃO POSSÍDIO, BISPOS


A família Agostiniana comemora estes dois santos bispos no mesmo dia, 16 de maio. Vieram da mesma região e viveram no mesmo período. Ambos nasceram em meados do século IV em Numídia, província romana situada no atual território da Argélia, e morreram no final do primeiro terço do século seguinte. Suas diversificadas origens sociais abriram diante de seus olhos horizontes muito diferentes. Mas o encontro com Santo Agostinho derrubou barreiras sociais e, eventualmente, os levou a caminhos bem parecidos.

Ambos eram discípulos de Agostinho, viveram com ele no mosteiro, compartilharam de seu zelo pastoral e o assistiram em suas controvérsias doutrinárias e a reorganização da Igreja Africana. Eram pastores e teólogos notáveis, com a identidade bem definida. A história tem entrelaçada sua memória e esta está indissoluvelmente associada com a de Agostinho. Uma delas foi para sempre como o querido amigo, "o irmão do meu coração", diz Nosso Pai, e o outro como o autorizado biógrafo.

Alípio nasceu em Tagaste, numa família pagã abastada após o ano 354. Era mais jovem que Agostinho, e este foi seu primeiro professor em Tagaste e depois em Cartago. Depois surgiu entre eles um fluxo de mútua simpatia, o que os levou a um dos capítulos mais belos da história da amizade humana. Deram seu nome à seita dos maniqueus, estavam entusiasmados com o ensinamento dos filósofos neoplatônicos e eram ouvintes de Santo Ambrósio; compartilhada a cena do jardim em Milão, que acabou por quebrar sua resistência, foram preparados para o batismo na fazenda de Cassicíaco, e receberam o batismo juntos na Vigília Pascal em 386, e depois se retiraram para sua cidade natal, onde, por três anos testaram um tipo de vida monástica que iria deixar uma marca profunda na vida Religiosa ocidental. Seu nome foi incluído no martirológio romano no ano de 1584.

Possídio era de origem humilde e mais novo que Alípio. De sua infância nada se sabe, nem mesmo o lugar de seu nascimento. Em 391 ele entrou para o mosteiro laico de Hipona, onde recebeu sua primeira educação e estreitou laços com Agostinho, que, sem alcançar a intimidade de Alípio, durou até a morte com afetuosa e profunda amizade. Possídio colaborou ativamente com Agostinho em suas controvérsias com donatistas e pelagianos e introduzindo assim a vida monástica em sua sede episcopal. Este mosteiro, junto com os de Tagaste e Hipona será o baluarte onde os reformadores da Igreja em África encontrarão proteção e paz e de onde lançarão sua ofensiva apostólica.

Entre 432 e 437 escreveu a Vita Augustini e Indiculus. O primeiro é a primeira biografia escrita de Agostinho. Narra sua vida a partir de sua conversão, sua conduta privada e pública, até os últimos dias de sua vida; 'Vita' é do tipo realista e pouco milagreiro e fantasioso; o segundo, um índice de todas as obras escritas por ele, divididas em obras, epístolas e sermões. Conhecia muito bem a biblioteca de Agostinho em Hipona e sempre esteve muito próximo dele.

Os Agostinianos celebram sua festa desde 1671 e Clemente X confirmou seu culto com os Alias a Congregatione.

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Referências
A. MANDOUZE, Prosopographie de l’Afrique Chretienne (303-533), París 1982, pp. 53-65 y 890-96; A. SÁNCHEZ CARAZO, Alipio, el amigo. Posidio, el discípulo, Marcilla (Navarra) 1991. La Vita de Agustín en Obras Completas de san Agustín, Madrid 19946 (BAC 10), pp. 295-377. 
*Baseado nos escritos do historiador e frade agostiniano recoleto Ángel Martínez Cuesta.

quarta-feira, 21 de março de 2012

CURSO DE HISTÓRIA E CONSTITUIÇÕES DA OSA


Dos dias 19 a 21 de março aconteceu no Noviciado Agostiniano em Bragança Paulista/SP a primeira etapa do Curso de História e Constituições da Ordem de Santo Agostinho. O curso foi acessorado pelo Frei Luiz Antônio Pinheiro, OSA,  que atualmente é Formador na Fraternidade Santa Mônica (aspirantado) e Vicário da Região Episcopal Nossa Senhora Aparecida na Arquidiocese de Belo Horizonte/MG. 
Ao final do curso ele deixa uma mensagem a você nosso visitante do Blog Vocacional Agostiniano, acompanhe:


domingo, 18 de março de 2012

FESTA DE SÃO JOSÉ


Estimados Irmãos,
Celebramos a festa de São José, patrono da Ordem de Santo Agostinho!
Todos nós somos membros dos povos que Deus deu como descendência a Abraão. Cada um de nós é pensado, querido e amado por Deus. Cada um de nós tem a sua função a desempenhar no plano de Deus, Pai, Filho e Espírito Santo. Se o desânimo vos invadir, pensai na fé de José; se a inquietação se apoderar de vós, pensai na esperança de José, descendente de Abraão que esperava contra toda a esperança; se a aversão ou o ódio vos penetrar, pensai no amor de José, que foi o primeiro homem a descobrir o rosto humano de Deus na pessoa do menino concebido pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria. Bendigamos a Cristo por Se ter feito tão solidário conosco e dêmos-Lhe graças por nos ter dado José como exemplo e modelo do amor para com Ele.
Fraternal abraço!!
Frei Emerson Carlos
Rio de Janeiro/RJ