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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

PARÓQUIA AGOSTINIANA RECEBE IMAGEM FAC-SÍMILE DO SANTUÁRIO NACIONAL


Ontem, 26 de setembro, os Freis Agostinianos receberam no Santuário Nacional de Aparecida uma imagem Fac-símile (réplica da original). Este é um presente do Santuário Nacional e dos Missionários Redentoristas à Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Bragança Paulista/SP. 
A imagem será solenemente entronizada em nossa Paróquia no próximo sábado, dia 29 de setembro, às 19h como início das festividades de Nossa Senhora Aparecida na Comunidade Paroquial. Esta imagem visitará os bairros e condomínios de nossa Paróquia, os enfermos e as famílias. A Novena terá início no dia 03 de outubro, às 19h30 com Solene Missa presidida por Dom Sérgio Aparecido Colombro - Bispo da Diocese de Bragança Paulista.
Reze conosco para que por intercessão da Virgem Mãe Aparecida, nós e nossas famílias sejamos cada vez mais abençoados com o amor e a paz - dons de Deus.





terça-feira, 26 de junho de 2012

A VIRGEM MARIA MÃE DE DEUS, À LUZ DO CONCÍLIO VATICANO II

A Virgem Santíssima, com a encarnação do Verbo por disposição da divina Providência, foi na terra a nobre Mãe do divino Redentor e a sua mais generosa cooperadora e humilde serva. Concebendo, gerando, alimentando e educando a Cristo, padecendo com Ele quando agonizava na cruz e participando de igual modo na alegria do anúncio da ressurreição, cooperou de modo singular para restaurar nas almas dos crentes a vida em Deus.

Exaltada pela graça divina acima de todos os anjos e de todos os homens, por ser a mãe santíssima de Deus Filho, a Virgem Maria é com razão venerada pela Igreja com especial culto. Porém, os padres conciliares ratificam que culto a Virgem Maria, ‘tal como sempre existiu na Igreja, embora inteiramente singular, difere essencialmente do culto de adoração, que se presta por igual ao Verbo encarnado, ao Pai e ao Espírito Santo’ (cf. LG, 66). Com estas palavras, a Constituição Lumen gentium reafirma que a veneração dos fiéis para com Maria, embora superior ao culto dirigido aos outros Santos, é inferior ao culto de adoração reservado a Deus.

Com o termo ‘adoração’ é indicada a forma de culto que a humanidade presta somente a Deus, reconhecendo-O Criador e Senhor do universo. O verdadeiro cristão apenas adora o Pai “em espírito e verdade” (Cf. Jo 4, 23). E, com o Pai, adora o Cristo, Verbo encarnado, exclamando com o apóstolo Tomé: “Meu Senhor e meu Deus!” (Cf. Jo 20, 28). No mesmo ato de adoração inclui, por fim, o Espírito Santo, que “com o Pai e o Filho é adorado e glorificado”, como bem recorda o credo Niceno-Constantinopolitano.


A Igreja, quando invoca Maria como “Mãe de Deus” e venera/considera nela a mais alta dignidade conferida a uma criatura, não lhe atribuem, portanto, um culto igual ao das Pessoas divinas. Há uma distância infinita entre a veneração mariana e a adoração que é dirigida a Deus. Entretanto, entre o culto mariano e o prestado a Deus há uma continuidade, pois, a honra devida a Maria está ordenada e conduz à adoração da Santíssima Trindade. É o Concílio vaticano II que, em perspectiva cristológica, afirma que “o nosso mediador é só um,segundo a palavra do Apóstolo: ‘não há senão um Deus e um mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, que Se entregou a Si mesmo para redenção de todos’ (cf. 1 Tim. 2, 5-6). Mas a função maternal de Maria em relação aos homens de modo algum ofusca ou diminui esta única mediação de Cristo; manifesta antes a sua eficácia. Com efeito, todo o influxo salvador da Virgem Santíssima sobre os homens se deve ao ‘consentimento’ divino e não a qualquer necessidade; deriva da abundância dos méritos de Cristo, funda-se na Sua mediação e dela depende inteiramente”(Cf. LG, 60).

Longe de ser um obstáculo ao exercício da única mediação de Cristo, a Igreja recorre a Maria, ‘para mais intimamente aderir com esta ajuda materna, ao seu Mediador e Salvador’ (Cf. LG, 62). Nesta perspectiva, Maria desempenha a sua ação materna de continuar apresentando o Senhor Jesus e tudo o que o seu coração desejar transmitir à humanidade. A Igreja ainda acredita que Maria, depois de elevada ao céu como filha de Deus Pai, não abandonou a missão salvadora de Deus Filho, mas, com a sua multiforme intercessão, continua a alcançar-nos os dons advindos do Deus Consolador. Ela continua a zelar com amor materno os fieis que, entre perigos e angústias, caminham ainda na terra, até chegarem à pátria bem-aventurada. Por isso, a Virgem é invocada na Igreja com os títulos de advogada, auxiliadora, socorro, medianeira (Cf. LG, 62). Como agostiniano, invocando-a também como mãe da Consolação, peço aquilo que de melhor ela pode e tem para nos oferecer: Seu Filho Amado, o Cristo Senhor. Amém!
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(COMPÊNDIO DO VATICANO II: Constituição Dogmática Lumen Gentium. capítulo VIII: A Bem-Aventurada Virgem Maria Mãe de Deus no ministério de Cristo e da Igreja).


Frei Rafael Bruno Ferreira, OSA
Bragança Paulista/SP

terça-feira, 22 de maio de 2012

SANTA RITA DE CÁSSIA E O DEUS DAS CAUSAS IMPOSSÍVEIS

Rita de Cássia é uma das santas mais admiradas, pelo seu extraordinário exemplo de esposa e mãe, depois como viúva e enfim como religiosa agostiniana. A sua intercessão é tão poderosa que os devotos a chamam de "santa das causas impossíveis, advogada das causas desesperadas". Afinal, ela experimentou na vida o impossível, tornando-se possibilidade pelo poder que vem da Cruz.

O nascimento de Margherita, abreviado carinhosamente por Rita, já é uma prova que para Deus nada é impossível (Cf. Lucas 1, 37). Isto porque o nascimento de Rita, dado no dia 22 de maio de 1381, na região da Úmbria, província da Itália que deu à Igreja santos como Santa Clara e São Francisco de Assis,só foi possível graças às orações fervorosas de seus pais, Antônio e Amada Mancini, que já eram de idade avançada e sem prole.Estes, pobres que eram, legaram à filha as riquezas imperecíveis de uma boa educação, fundada nos princípios da fé e da moral cristã.



Desde pequena revelou profunda devoção à Maria Santíssima e, dentre outros santos, a Santo Agostinho. Tanta devoção que, inspirada na vida de tal santo, o desejo ardente de Rita era entrar na Ordem Agostiniana, a fim de viver exclusivamente para Deus. Mas seus pais, levados por motivos de ordem material e pelo fato de poder ter uma descendência desta sua filha única, tomaram uma atitude diante do projeto vocacional de Rita que,para se conformar aos desejos dos pais, teve que contrair núpcias com o jovem Paulo Ferdinando, que inicialmente além de aventureiro fora do lar, dentro de casa foi o esposo grosseiro, impertinente, irascível e violento.

Longe de se exasperar ou abandonar o lar, elevava suas orações a Deus para alcançar a conversão do companheiro. E devido a graça que vem do Altíssimo, juntamente com a confiança e paciência inalterável de Rita, levaram o marido a uma mudança sincera de suas más atitudes dentro e fora de casa. Mas, depois de dezoito anos de casada, veio o desenlace que ela não desejava: o marido foi assassinado. Porém, mesmo viúva diante um crime tão horrendo, Rita não hesitou em mostrar aos dois filhos gêmeos, João Tiago e Paulo Maria, os deveres de caridade cristã de perdoar, assim como Deus perdoa. Mas os mesmos teimavam no espírito de vingança. Então, a mãe aflita, preferindo vê-los mortos que transgredindo a lei divina, pediu a Deus que mudasse o coração dos filhos ou os levasse para si antes de se mancharem com um crime ainda maior. Morreram ambos, dizimados por uma peste que arrasou a Europa naquela época.



Viúva e sem filhos, Rita dedicou-se ao socorro dos pobres e enfermos, ajudando a uns e outros, com alimento, visita, conforto e trabalho. Mas o que ela queria mesmo era realizar o projeto de tenra juventude: consagrar-se a Deus na Ordem das Agostinianas. Numa inquietude de coração em responder ao seu chamado, Margherita bateu à porta do convento das Irmãs Agostinianas de Santa Maria Madalena, em Cássia, para tornar-se religiosa. Mas a superiora declarou não poder admitir uma viúva numa comunidade reservada exclusivamente às virgens. Todavia, Rita não desanimou, pois quando tudo parece se fechar, Deus abre uma nova porta. Envolvida por tamanha fé, na impossibilidade humana, mas na possibilidade divina, certa madrugada, a denominada santa das causas impossíveis foi encontrada pelas freiras, rezando na capela do Mosteiro, com portas e janelas fechadas. A Madre Superiora viu naquele fato um desígnio do céu e admitiu-a como irmã.

Certa vez, já gravemente enferma, vivendo num pobre leito, no fundo de uma humilde cela, Irmã Rita recebeu a visita de sua prima. Pediu a esta que fosse até sua antiga casa em Roccaporena, apanhasse e trouxesse uma rosa de seu jardim. A tal prima, apesar de saber da impossibilidade de encontrar a rosa, já que estavam passando por um rigoroso inverno, resolveu atender ao pedido de Rita. Mas para a sua surpresa, chegando ao jardim, foi possível encontrar uma linda rosa, que levou imediatamente para o convento.

Encontrando-se cada vez com uma saúde mais frágil, Irmã Rita teria passado a contemplar ainda mais o crucifixo, pedindo a Cristo a graça de sofrer com Ele as dores dos estigmas que tornou possível a aurora de uma nova esperança para os que creem. Assim, após caminhar para uma semelhança sempre mais perfeita ao Crucificado na via da humildade e obediência, um espinho desprendeu-se da imagem e fincou-lhe na fronte, abrindo uma chaga na sua testa mostrando “a autenticação da sua maturidade cristã. Na cruz com Jesus, ela de certo modo formou-se naquele amor, que tinha conhecido e expresso de maneira heroica entre as paredes da casa e na participação das vicissitudes da sua cidade.” (Papa João Paulo II, em seu discurso sobre os cem anos de canonização de santa Rita).

Após sua morte, ocorrida em 22 de maio de 1457, os relatos de seus milagres espalharam-se, bem como o culto à sua pessoa, que se estendeu sobre várias partes. Porém, foi a partir de sua beatificação, em 1628, que seu culto teria tomado um novo incremento, espalhando-se pelo mundo católico. Em 1900, ocorreu a sua canonização e, em face dos sofrimentos e das provações passados por ela, como esposa, mãe, religiosa e, ainda, em razão dos milagres obtidos por sua intercessão, foi-lhe conferido o título de Advogada dos Aflitos ou Protetora das Causas Impossíveis. Pois, o Deus no qual Santa Rita advoga e roga, sempre abre caminhos para que o melhor aconteça para aqueles que confiam. Porque quando o impossível se levanta, Deus o torna possível; quando não há possibilidade, Deus faz o milagre!



SANTA RITA, ADVOGADA DAS CAUSAS IMPOSSÍVEIS,

 ROGAI POR NÓS!


Frei Rafael Bruno Ferreira, OSA 
Bragança Paulista/SP

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REFERÊNCIA:
ORDEM DOS AGOSTINIANOS RECOLETOS: Província Santa Rita de Cássia. A história de Santa Rita de Cássia. Disponível em: . Acesso em: 25 abr. 2012.




quarta-feira, 9 de maio de 2012

SIMULADO JMJ 2013


A Paróquia Nossa Senhora da Consolação e Correia e a Comunidade Religiosa Agostiniana do Rio de Janeiro darão mais um passo firme rumo à Jornada Mundial da Juventude 2013 (JMJ). No dia 19 de maio a partir das 08:00 hs, realizaremos o SIMULADO DA JMJ. Contaremos com a participação de todas as paróquias da região Arquidiocesana Norte. Todas as atividades e compromissos são para a JMJ 2013 que exigirão um grande comprometimento de nossa ação pastoral, bem como de toda a Arquidiocese.

Iluminados pelas palavras de Isaías "Preparai os caminhos do Senhor", estaremos nós também preparando os caminhos para trilharmos juntos com a Arquidiocese do Rio de Janeiro, assumindo o mandato de Jesus "Ide e fazei discípulos entre todas as nações". Venha participar conosco! Contamos também com sua oração.

Frei Emerson Carlos, OSA
Rio de Janeiro/RJ

domingo, 18 de março de 2012

FESTA DE SÃO JOSÉ


Estimados Irmãos,
Celebramos a festa de São José, patrono da Ordem de Santo Agostinho!
Todos nós somos membros dos povos que Deus deu como descendência a Abraão. Cada um de nós é pensado, querido e amado por Deus. Cada um de nós tem a sua função a desempenhar no plano de Deus, Pai, Filho e Espírito Santo. Se o desânimo vos invadir, pensai na fé de José; se a inquietação se apoderar de vós, pensai na esperança de José, descendente de Abraão que esperava contra toda a esperança; se a aversão ou o ódio vos penetrar, pensai no amor de José, que foi o primeiro homem a descobrir o rosto humano de Deus na pessoa do menino concebido pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria. Bendigamos a Cristo por Se ter feito tão solidário conosco e dêmos-Lhe graças por nos ter dado José como exemplo e modelo do amor para com Ele.
Fraternal abraço!!
Frei Emerson Carlos
Rio de Janeiro/RJ